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Geração Z no trabalho: como integrar diferentes gerações na sua empresa

76% dos gestores consideram a Geração Z o maior desafio de gestão de pessoas. Mas o problema não está neles — está na falta de pontes. Veja como integrar gerações na sua empresa.


Toda geração que entra no mercado de trabalho causa estranhamento. Foi assim com os Baby Boomers, com a Geração X, com os Millennials. E agora é a vez da Geração Z.
A diferença é que, desta vez, o estranhamento parece maior. Segundo o Relatório de Tendências de Gestão de Pessoas 2025 do GPTW, 76% dos gestores apontam a Geração Z como o maior desafio de gestão de pessoas. Para efeito de comparação, a segunda colocada — os Baby Boomers — aparece com apenas 8%.
É um número que chama atenção. Mas antes de rotular uma geração inteira como "difícil", vale olhar com mais cuidado para o que está acontecendo.


Quem é a Geração Z

São os nascidos entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2010. Hoje, têm entre 15 e 29 anos. Os mais velhos já estão no mercado há alguns anos; os mais novos estão chegando agora.
É a primeira geração que cresceu inteiramente imersa no digital. Internet, smartphone, redes sociais — tudo isso sempre existiu para eles. Isso molda não só a forma como se comunicam, mas também como enxergam o trabalho, as relações profissionais e o que esperam de uma empresa.
Segundo o IBGE, esses jovens representarão a maior parte da força econômica ativa do Brasil até 2050. Não é uma geração passageira. É o futuro da força de trabalho.


O que eles esperam (e por que isso gera ruído)

Pesquisas recentes mostram alguns padrões claros no que a Geração Z valoriza.
Equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Dados da Companhia de Estágios mostram que 96% dos jovens entre 14 e 24 anos priorizam esse equilíbrio. Não significa que não querem trabalhar. Significa que não estão dispostos a sacrificar tudo pelo trabalho.
Propósito e valores alinhados. A Geração Z tende a buscar empresas cujos valores se identificam. Sustentabilidade, diversidade, ética — são filtros reais na hora de escolher onde trabalhar. Se a empresa não pratica o que prega, eles percebem.
Desenvolvimento contínuo. Querem aprender, crescer, evoluir. Segundo o ManpowerGroup, 42% acreditam que o melhor caminho para isso é o treinamento prático, no dia a dia do trabalho. Não querem só curso — querem oportunidade real.
Feedback frequente. Estão acostumados com respostas rápidas. Esperar um ano para uma avaliação de desempenho não faz sentido para quem cresceu com likes instantâneos.
Flexibilidade. Muitos entraram no mercado durante ou após a pandemia, quando o trabalho remoto se tornou normal. A rigidez de horários e a presença física obrigatória podem parecer arbitrárias para quem viu que é possível trabalhar de outra forma.
Nada disso é absurdo. São expectativas legítimas. O desconforto surge quando essas expectativas colidem com culturas organizacionais que foram construídas em outra época, com outras premissas.


O outro lado da moeda

É importante reconhecer que a adaptação não é simples para nenhum dos lados.
Gestores que construíram carreira em ambientes hierárquicos, com regras claras de progressão e dedicação integral ao trabalho, podem ter dificuldade em entender por que um jovem talentoso recusa uma promoção que exige mais horas. Não é falta de ambição — é uma definição diferente de sucesso.
Ao mesmo tempo, profissionais da Geração Z que estão chegando agora enfrentam desafios reais. Muitos tiveram a formação impactada pela pandemia. Entraram no mercado em um contexto de trabalho remoto, sem a integração presencial que gerações anteriores tiveram. Precisam aprender não só as habilidades técnicas da função, mas também as regras não escritas do ambiente corporativo.
Pesquisa do ManpowerGroup mostra que o engajamento da Geração Z no trabalho está em queda. Entre os fatores que mais caíram estão: sentir que alguém se importa com eles no trabalho, ter oportunidades reais de crescimento, sentir conexão com o propósito da empresa e ter conversas frequentes sobre progresso com as lideranças.
Não é desinteresse. É desconexão.


O desafio real: integrar, não rotular

O problema não está na Geração Z. Também não está nos gestores mais experientes. O problema está na falta de pontes entre mundos diferentes.
Empresas que conseguem integrar gerações distintas em torno de um propósito comum têm vantagem competitiva real. Combinam a energia, a criatividade e a fluência digital dos mais jovens com a experiência, a visão de longo prazo e o conhecimento acumulado dos mais velhos.
Mas isso não acontece sozinho. Precisa de intenção, de estrutura e de liderança preparada.


O que funciona na prática

Algumas abordagens têm se mostrado eficazes para construir essas pontes.

Clareza de expectativas
A Geração Z valoriza a transparência. Deixe claro o que a empresa espera, quais são os critérios de avaliação, como funciona a progressão de carreira. Ambiguidade gera frustração para quem está acostumado com informação acessível.

Feedback contínuo
Não espere a avaliação anual. Crie rituais de conversa frequente — quinzenais ou mensais — para alinhar expectativas, reconhecer avanços e corrigir rotas. Não precisa ser formal. Precisa ser consistente.

Mentoria reversa
Uma prática que tem ganhado espaço é a mentoria em duas vias. Profissionais mais experientes compartilham conhecimento de negócio, visão estratégica e vivência prática. Profissionais mais jovens contribuem com fluência digital, novas perspectivas e questionamentos que desafiam o status quo.
Quando bem conduzida, essa troca quebra barreiras e cria respeito mútuo.

Flexibilidade com propósito
Flexibilidade não significa ausência de regras. Significa regras que fazem sentido. Se a presença física é necessária, explique por quê. Se um prazo é inegociável, contextualize. A Geração Z aceita limites — o que não aceita é arbitrariedade.

Desenvolvimento real
Invista em oportunidades concretas de aprendizado. Projetos desafiadores, exposição a diferentes áreas, responsabilidade progressiva. Cursos ajudam, mas o que realmente engaja é a sensação de estar crescendo no dia a dia.

Atenção à saúde mental
Segundo o GPTW, a saúde mental se tornou o principal desafio de gestão de pessoas. E a Geração Z é particularmente afetada. Ambientes de alta pressão sem suporte adequado geram esgotamento rápido. Empresas que cuidam desse aspecto retêm mais talentos e têm equipes mais produtivas.


O papel da liderança

Nada disso funciona sem liderança preparada.
A liderança média — aquela que está entre a alta gestão e a operação — é a mais pressionada nesse cenário. Precisa traduzir a estratégia para o dia a dia, cobrar resultados e, ao mesmo tempo, cuidar de equipes com expectativas diferentes das que ela própria tinha quando começou.
Estudos recentes apontam esse grupo como o mais suscetível ao esgotamento. E, paradoxalmente, é o mais crítico para fazer a integração entre gerações acontecer.
Preparar a liderança para esse desafio não é luxo. É necessidade.


Uma oportunidade, não um problema

É tentador olhar para os números — 76% dos gestores com dificuldade, 47% dos jovens pensando em pedir demissão — e enxergar um problema sem solução.
Mas dá para olhar por outro ângulo.
Empresas que conseguirem entender o que a Geração Z valoriza, adaptar suas práticas de gestão e construir ambientes onde diferentes gerações colaboram terão acesso a um pool de talentos que outros estão perdendo.
Não é sobre ceder a todas as demandas. É sobre evoluir. Ouvir. Ajustar o que faz sentido ajustar. E manter firme o que não pode mudar.
O futuro do trabalho não será construído por uma geração sozinha. Será construído por empresas que souberem integrar o melhor de cada uma.


Como a Renove pode ajudar

Na Renove, trabalhamos gestão de pessoas como pilar estratégico. Ajudamos empresas a estruturar cultura organizacional, desenvolver lideranças, criar processos de atração e retenção de talentos que funcionam para diferentes perfis.
Não existe receita única. Cada empresa tem sua realidade, seu momento, seus desafios. O que existe é método, escuta e acompanhamento.
Se sua empresa está sentindo o desafio de integrar gerações ou quer se preparar para isso, entre em contato. Vamos conversar sobre como podemos ajudar.

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